Todos temos um Caminho a percorrer. E mesmo que se vá em grupo o Caminho é sempre "nosso", porque cada um sabe como vai e porque o faz, cada dia que passa ganhamos um motivo...parece mágico! Isabel Vilhena

Terça-feira, 6 de Julho de 2010
Ponte Salgueiro – Grijó – 26 Km.

 

Depois de passar a Ponte Salgueiro e virarmos a direita, andando mais um pouco encontramos o Mosteiro de Cucujães e entramos no Ferral, e subimos ao Couto por uma calçada e vamos descer até uma ponte medieval.

Seguimos sempre até S. João da Madeira. Bem, aí fizemos uma paragem no 8ª Avenida, onde além da Olinda comprar um chapéu, as “senhoras” fizeram uma visita de estudo aos W.C., são coisas que acontecem!!!

Seguindo viagem, passamos pela igreja Matriz indo ter às antigas instalações da Oliva, onde se passa pela Rua da Fundição, saindo de S. João pela Rua da Várzea em direcção a Arrifana, passando pela Capela de Nossa Senhora do Ó e chegamos ao Largo da Igreja.

Fomos andando até chegarmos ao IC2/N10 onde seguimos até Malaposta, onde percorremos à antiga calçada romana (mais tarde Estrada Real) até Lourosa.

Daqui passamos em Ordem, atravessamos o IC2 e seguimos por Ermil, Goda em direcção a Loureiro de Baixo, Santa Rita e chegamos a Grijó. Em Grijó fomos ao Mosteiro ter com o nosso amigo Pires. E lá se chegou ao fim da terceira etapa. Apanhamos o autocarro para Espinho e dai o comboio até casa.

 

 

Caminho_Portugues_2010_Etapa_3

 




publicado por Bolhas e Ampollas às 14:51
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Estarreja - Ponte Salgueiro – 22Km

 

Bem, nesta etapa, não vou ser tão descritiva, porque a partir de Pinheiro da Bemposta, o peregrino, já encontra as setas amarelas e a partir daí, já não há qualquer dificuldade.

Nós saímos de Estarreja em direcção a Minhoteira, ao passar em Santiais veio-nos um cheirinho a febras do Café “A Chaminé”, pois lá tivemos que parar para satisfazer a barriga.

Depois da barriga satisfeita, lá seguimos caminho pela Minhoteira até Pinheiro da Bemposta, onde junto a passagem de nível do comboio, encontramos a primeira seta amarela. Seguimos em direcção a Besteiros, passamos junta a linha do comboio seguindo o velho caminho medieval e passando a ponte do Sr. da Ponte. Fomos até Silvares e entramos em Oliveira de Azeméis pelo Almeu.

Em Oliveira de Azeméis no jardim em frente a Igreja Matriz podemos ver um marco da Xunta da Galicia com a vieira a indicar o Caminho de Santiago.

Daqui seguimos caminho até Santiago de Riba-Ul “por entre muros e antigos caminhos”. Passa-se novamente a linha do caminho-de-ferro e aparece-nos a Ponte de Salgueiro onde vai terminar a nossa etapa de hoje.


 

 

Caminho_Portugues_2010 _Etapa

 

 

 




publicado por Bolhas e Ampollas às 12:30
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Sábado, 13 de Março de 2010
Caminho Português 2010 - Xacobeo - Aveiro - Estarreja

 

Este ano, por ser Ano Jubilar, ou Xacobeo, decidimos fazer o nosso caminho, o Caminho Português e como lema, escolhido por a Olinda, foi “…de nossa casa a Santiago de Compostela.”

Este ano também tenho a alegria de levar os meus filhos, que mostraram interesse em peregrinar e fazer o caminho.

 

Bem, com isto tudo temos 4 elementos novos, os meus filhos, Marta e Bruno e o Paulo e o Peixoto.

Como nem sempre é possível tirar duas semanas seguidas para fazer o trajecto a partir de casa decidimos, fazer por etapas, está programado serem 14 etapas, a partir de Aveiro até Santiago de Compostela, num total de +/- 334,3 km.


1ª Etapa Aveiro – Estarreja 25Km


 

 

Caminho_Portugues_2010_1

 

 

Saímos de Estarreja de comboio para Aveiro, para ir ter com a Olinda e Peixoto, o Peixoto veio de Ílhavo até Aveiro a pé.

Chegamos a estação , os dois já estavam a nossa espera, depois da fotografia da praxe, seguimos em direcção a Esgueira, pela Rua Circular de Esgueira. Passamos pela ponte sobre a A25, em direcção a Qta. Do Simão, pela R. da Nossa senhora das Necessidades. Quando chegamos a Max Mat, atravessamos a EN 109 e paramos no Restaurante “O Manel”, para por um carimbo nas credenciais e tomar um cafezinho.

Seguimos caminho para Norte e logo na primeira rotunda cortamos a esquerda pela Rua da Paz, passamos pelas traseiras dos Serviços Municipalizados de Aveiro, seguimos sempre em frente, sempre pela rua da Paz até a Rua da Agra, aqui já estamos em Taboeira, no fim da Rua da Agra viramos a esquerda para a Rua da Liberdade e no fim desta viramos a direita para a Viela de Fonte. Daqui até Angeja, vamos por caminhos agrícolas em terra batida, com bonitas paisagens e com muitas sombras onde se pode descansar um pouco.

Aconselhamos as pessoas a irem com água, pois até Angeja não encontram sitio onde comprar.

Passamos por baixo da Ponte da A25 e seguimos sempre em frente, até irmos ter a ponte que passa por cima do Rio Vouga, aí é sinal que estamos em Angeja. Depois da ponte cortamos a esquerda e paramos para comer num restaurante que fica logo na primeira Rotunda, na “Casa dos Leitões”, comemos umas sandes de leitão, que nos soube muitíssimo bem e ficamos preparados para seguir caminho.

Logo que se sai da “Casa dos Leitões” corta-se para cima, a direita, pela Rua do Castilhos, de seguida pela Rua da Várzea, viramos a direita pela Viela do Abreo e depois a esquerda pela Rua da Pereira, aí encontra-se a Igreja Matriz de Angeja dedicada a Nossa senhora das Neves. Seguimos sempre em frente até ao fim da rua da pereira onde vamos encontrar a Capela de S. Sebastião de seguida temos a Esquerda a Viela do Braga, seguimos em frente e vamos cortar na próxima rua a esquerda onde vamos passar por baixo de uma ponte da EN 109, de seguida pela A 25 e, a partir daí o caminho é novamente em terra batida.

Agora passa a ser difícil de explicar, pois não há nomes de ruas, mas vou tentar…depois de passar a ponte da A25 corta-se a direita e segue-se em frente até aparecer um regueiro, aí corta-se novamente a direita sempre ao pé do regueiro até aparecer o alcatrão e estamos na Rua do Carregal, seguimos esta rua até ao fim e vamos ter a Rua do Vale onde viramos a esquerda e começamos a descer a mesma rua até chegar a Rua do Ribeiro, aí encontramos um parque infantil a direita e a nossa esquerda temos a linha do Comboio.

E aqui entra-se no percurso da BioRia e encontra-se a placa a dizer Percursos de Canelas.

A partir daqui é fácil, é só seguir as placas da BioRia até Estarreja. Se o cansaço não for muito pode andar por os vários percursos. Nós apenas fizemos o Percurso do Bocage, mas fica tudo em caminho.

E com a chegada a Estarreja terminou a 1ª etapa.



publicado por Bolhas e Ampollas às 14:16
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Domingo, 3 de Maio de 2009
Noticia do "Jornal de Noticias"

Esta noticia saiu no "Jornal de Noticias" hoje, 3 de Maio de 2009, aqui está a que saiu na edição on-line mas podem ler no JN na pagina 16.

 

 

 

 

                                                                                   

 

Caminhos lusos para Santiago estão em alta

Peregrinação. São esperadas largas centenas de peregrinos portugueses em Compostela

<input ... >2009-05-03

PEDRO VILA-CHÃ

Se o ano de 2008 já havia sido generoso, com cinco mil peregrinos a trilharem os caminhos portugueses de Santiago de Compostela, os poucos meses de 2009 deixam antever que seja alcançado um novo recorde.

As razões para o sucesso dos caminhos lusos encontra-a Amaro Franco, da Associação Espaço Jacobeus (instituição responsável em Portugal pela distribuição da Credencial do Peregrino), na aposta nacional no melhoramento das condições das diversas vias até ao túmulo do Apóstolo São Tiago Maior, em Compostela.

"Após a Semana Santa, período em que se verifica grande adesão ao fenómeno da peregrinação jacobeia, este fim de semana foi eleito por mais de duas centenas de pessoas para peregrinarem, devido ao feriado de ontem (1 de Maio). No total são cerca de 250, na grande maioria deslocando-se de bicicleta", assinala Amaro Franco. Mas está prevista a chegada, hoje, de largas centenas de peregrinos portugueses à Praça do Obradoiro (Santiago de Compostela).

Os últimos anos assinalaram um grande investimento nos Caminhos. Foram desbravados alguns (por exemplo entre Guimarães e Braga) e colocada sinalética que facilita a vida aos peregrinos. "Os caminhos portuguêses são os que apresentam maior potencial, por apresentarem vários etinerários, cada vez mais indicados e com muitos pontos de apoio. Além disso, foram editados guias em várias línguas, com todo o percurso, desde o Porto e Lisboa, pois só existia de Valença até santiago", explica Amaro Franco.

Acresce a estes factores associados ao investimento nos caminhos lusos uma sobrelotação do caminho francês que, segundo Franco, "está demasiado comercializado". Apesar de ser o eleito por 90 por cento dos peregrinos, o caminho francês começa a apresentar defeitos da massificação, sendo difícil encontrar aí o espírito de peregrinação que requer silêncio e alguma solidão até.

"Nos caminhos portugueses encontra-se o espaço ideal, até porque ainda é algo inusitado para as populações residentes. Verifica-se um grande intercâmbio entre quem vai no caminho e quem vê passar", destaca Amaro Franco.

in "Jornal de Noticias" 03/05/2009



publicado por Bolhas e Ampollas às 10:28
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Segunda-feira, 29 de Outubro de 2007
Caminhada de 2006 - Valença - Santiago de Compostela
Bem, vamos começar a relatar o nosso caminho do ano passado, acompanhado por um diário do Caminho. O diário foi escrito pela Isabel (eu), mas vai dando pontos de referência o que é uma mais-valia para quem quer fazer o Caminho Português!!!
Valença - Porriño
02 a 07 de Setembro de 2006
 
Dia 2/9 - Saímos de Estarreja no comboio das 7 horas da manhã, nele já vinha o resto do pessoal de Aveiro, mudamos de comboio em Campanhã e chegamos a Valença por volta da hora de almoço. Almoçamos umas sandes junto a igreja de Valença, carimbamos os passaportes e seguimos para Tuy. Em Tuy fomos a igreja, mas não podemos entrar porque havia um casamento, mas o sacristão está a porta para por os carimbos, descansamos um pouco e seguimos caminho para Porriño, onde íamos ficar a dormir. Existe uma recta na zona industrial de Porriño que é “dose”, passar aquela recta ás 4 da tarde é coisa que nunca mais torno a repetir. Bom depois de passar a recta e a ponte para o outro lado e sempre a pensar que o albergue ficava perto… outra recta mas esta já dentro de Porriño.
Bem lá chegamos nós ao albergue, nem sei que horas eram, e o albergue fechado, foi o Tozé e o Zé a policia e lá vieram eles abrir-nos a porta. Que espectáculo de albergue e todo por nossa conta, tomamos um banho e fomos jantar, melhor fomos buscar comida e comemos no albergue e depois cama. Uma boa noite de sono e cansados como estamos vai ser uma maravilha, amanhã vou ver como tenho os pés, duas bolhas eu já ganhei, não devia ter tirado as botas, vamos lá ver… a 1ª etapa correu bem, as saudades dos meus meninos é que são muitas, telefonei mal cheguei, e está tudo bem.

Fotos do 1º dia

 

 

 

Partida da estação de Estarreja às 7 horas da manhã.

O Tozé (meu marido), a Sandra e eu

 

dentro do comboio com destino a Porto Campanhã.

O Zé, Sandra, a Luisa,a C e eu

Chegados ao Porto fomos apanhar outro comboio para Valença

 

Igreja de Valença

1º Carimbo nos Passaportes do Peregrino.

São estes carimbos que nos vão dando direito a dormir nos albergues gratuitamente.

Pausa para o almoço

E aqui está o grupo completo

Em cima da esquerda para a direita está o Zé e Tozé

Em baixo da esquerda para a direita está a Luisa, eu, a C e a Sandra

Ponte de Valença - Tuy

Lado dos tugas

Lado dos galegos

Igreja de Tuy, onde não podemos entrar por se estar a realizar um casamento, mas o sacristão estava a porta para nos por os carimbos

Mais uma vez o grupo a porta da igreja, quem nos tirou esta foto foi uns portugueses que também fizeram o Caminho, nunca mais os vimos, até que um dia destes um deles me enviou um mail, devido a umas fotos que eu enviei para o Portal do Peregrino, é o bom do caminho, são as amizades que fazemos e a partir daqui começa o nossso Caminho.

 

 

 

Ponte das Febres

 

 

 

 

 

 

Albergue de Porriño

 

 

 

E aqui estão estes meninos, já de baninho tomado, e nós também...fomos comprar uma comidinha e fomos para o albergue comer.

 

E aqui está o Zé a lavar a loiça que sujamos, porque todo o peregrino deve deixar o albergue limpo, tal qual o encontrou. Nos albergeues dão.nos uma cama, e água quente, alguns com lavandaria (este tinha). Não é nenhum Hotel de *****, mas é muito bom depois de um dia de caminhada ter-mos isto a nossa disposição, o minímo que se pede é que se deixe o albergue limpo e uma contribuição no minimo de 3€.

Que mais querem???

Amanhã é outro dia...



publicado por Bolhas e Ampollas às 15:00
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Quarto e quinto dia de Caminho

Caldas de Rei - Teo

Dia 5/9 Dormimos como uns anjos, saímos do pavilhão era 6 da manhã, ainda foram lavar novamente os pés com água quente e lá fomos nós de foco aceso pois ainda não tinha amanhecido, mas quando o dia começou a nascer foi tão bom, as paisagens são tão bonitas, as pessoas tão simpáticas sempre que vêm um peregrino perguntam logo se querem agua ou fruta, passamos por aldeias tão rústicas íamos a comer fruta tirada das arvores, tendo sempre atenção para ver se não tinha remédios, e lá fomos nós devagar até chegar a Padron, já quase a chegarão centro de Padron, passamos por uma casa sem portões, mas com uma boa relva e sombra, resolvemos entrar e deitamo-nos na relva enchemos as garrafas de uma torneira que ali estava de regar a relva, se a dona nos viu, não disse nada e estava em casa porque as janelas estavam abertas. Chegamos por volta da hora de almoço, devia ser 1 hora. Padron é uma cidade pequena, mas acolhedora tem um parque junto ao rio cheio de sombra que foi uma maravilha. Comemos aí nesse parque numa esplanada que fica perto da Igreja de Santiago de Padron, onde está a pedra onde a barca que trazia o corpo de Santiago atracou. Dizem os de Padron que Santiago está lá debaixo daquela pedra… Almoçamos que foi um regalo, trouxeram-nos um vinho verde tão fresquinho, nem tenho palavras para dizer o que este almoço me soube bem. Senão fosse as minhas lindas bolhas, estava tudo perfeito. Logo depois de almoço deitamo-nos nos bancos do jardim a descansar e a dormir, mas quem é que conseguia dormir com o calor que estava. Deviam ser umas 3 horas decidi ir ao Centro de Saúde, ainda bem que tratei na Segurança Social do cartão de assistência médica no estrangeiro (E111), fui logo atendida e o centro vazio, aqui em Espanha as pessoas não devem estar doentes!!!! A esta hora em Portugal os centros estão cheios de gente. Lá me fizeram um penso aos pés, deram-me adesivos e ligaduras. Foram muito simpáticos. Fui ter com o resto do pessoal que já estavam num bar.
Deviam ser umas 5 horas partimos para Teo, onde fomos dormir no albergue, foi um trajecto bom e lindo de fazer, passamos pela Fundação Camilo José Cela que foi prémio Nobel da Literatura, pelo Colégio Santa Maria de Iria, mais a frente o Santuário Mariano da Esclavitude que tem umas torres parecidas com as de Santiago mas em ponto pequeno e depois por o meio de muitas aldeias. Nós sempre que perguntamos quantos quilómetros faltam, dizem sempre 3 km, mesmo que faltem 5. Já devia ser umas 9 horas da quando chegamos ao albergue de Teo, que é muito simpático, é pequeno mas é engraçado. Se soubéssemos, tínhamos já comprado comida, pois aqui perto não há restaurantes, existe um comercio um pouco mais acima onde o Tozé, Zé e Luísa foram comprar umas latas de comida e aquecemos aqui no albergue. No fundo foi o jantar mais divertido, pois eles trouxeram o que havia, então misturaram numa panela, dobrada com feijoada…comeu-se tudo. Neste albergue encontramos dois brasileiros e uma espanhola, a Encarnacion, que já tínhamos estado com eles em Pontevedra. Reparei que ela trazia uma mochila pequena e perguntei-lhe como é que ela conseguia trazer tão pouca roupa, foi então que ela nos mostrou que a roupa, era daquele material dos equipamentos desportivos, ocupa pouco espaço, é leve e seca depressa. Tenho os pés que nem os sinto mas tem valido a pena, nunca na minha vida pensei conseguir chegar até aqui. Passar por esta experiência foi uma das coisas melhores que eu tive, a primeira foi ter tido os meus filhos, também tenho um marido fantástico que me incentiva e ajuda. Tem sido tudo uma maravilha.
Fotos do 4º dia

 

Ora aqui estamos nós a lavar os pézinhos antes de seguir caminho

Noite escura, ainda não se via ninguém na rua, mas a madrugada já estava quente

 

Aqui já estava a amanhecer. Ver o amanhecer no meio de bosques é uma coisa...encantadora!!!!

Paragem para um breve descanso

Mais outro descanso...

Aqui já se vê Padron ao fundo...

e, aqui estamos nós a descansar mais um pouco na casa de...não sei quem...

Padron, foi nesta alameda que comemos, numa esplanada lá no fundo por baixo dos plátanos e também onde dormimos uma soneca a tarde nos bancos de pedra.

 

 

Aqui está a pedra (padron) onde amarraram a barca com o corpo de Santiago. Dizem os de Padron que os restos de Santiago estão ali...

Fachada da  Fundação Camilo José Cela

Aqui, mais uma paragem, pois as gentes locais são muito simpáticas e deram-nos água e fruta.

Aspecto de uma aldeia

São tão engraçadas estas ruelas...

Santuário Mariano da Esclavitude as suas torres são idênticas as da Catederal de Santiago de Compostela, mas em ponto pequeno.

Mais um incêndio

e já perto do albergue de Teo

 

 

Quinto dia de Caminho 

Teo - Santiago de Compostela

 

 

Dia 6/9 – Ontem nem dei conta de ter adormecido, acho que mal me deitei, dormi logo. Hoje faz anos a minha cunhada, a Sandra. Que rico dia que ela teve, a caminhar até Compostela. Saímos do albergue por volta das 7 horas, estávamos todos com pressa pois faltava pouco para Santiago e queríamos chegar e ir a missa do peregrino. Guardamos um pouco de pão e vinho da noite anterior, que era para no sítio onde se avista-se as torres de Santiago comêssemos pão e bebêssemos o vinho pois, “com pão e vinho se faz o Caminho”. Azar o nosso que ainda estava nevoeiro e não se viam bem, mas viam-se, lá bebemos um pouco de vinho e comemos o pão e seguimos viagem. Esta foi a parte do trajecto que menos custou, deve ser por estarmos perto. Quando chegamos a Santiago, notou-se logo, o transito imenso, e tivemos que subir a subida do hospital que não é nada meiga. Mas lá seguimos nós, quando chegamos a jardim e vi a Porta da Faxeira deixou-me de doer os pés. Paramos aí todos contentes, pois essa é a rua que nos leva a Catedral, fizemos uma festa. Fomos directos a Praça das Praterias, onde tem a fonte atrás da Catedral, pois os antigos peregrinos não entravam na igreja sem se irem lavar aí e aí vestiam roupa limpa para ir abraçar o amigo Santiago. É claro que não fomos mudar de roupa, mas foi um gesto simbólico. Depois fomos a missa do peregrino, que encheu a igreja e ela é grande!!! Fomos depois a Oficina do Peregrino carimbar o passaporte e receber a Compostela. Aí foi uma alegria tão grande, a partir desse momento fui considerada uma peregrina de Santiago de Compostela, quando chegar a casa vou fazer um quadro da minha Compostela e do Tozé, há-de estar sempre em lugar de destaque.
Fomos comer, que também é preciso, e a tarde lá fomos nós cumprir os rituais. Entrar na catedral pelo Pórtico da Gloria, por a nossa mão na arvore de Gissé, para a nossa vida prosperar, bater com a nossa cabeça na cabeça do Mestre Mateo (que foi quem fez o maravilhoso Pórtico da Glória, e o povo de Compostela achou-o tão bonito, que tirou os olhos ao homem para ele não fazer mais nenhum igual, coitado não era preciso tanto), mas é uma tradição antiga que os universitários faziam antes dos exames, para o Mestre lhes dar inspiração. Seguidamente e como não podia deixar de ser, fomos dar o abraço ao Santiago, que desta vez foi um abraço diferente, foi um abraço sentido e de agradecimento e de…tudo. Oramos, rezamos. Pedi o que me levou ali e sabe Deus o que me custou pedir.
E lá fomos nós comprar os regalos como não podia deixar de ser, tinha que trazer uma prenda aos meus filhos, não vejo a hora de os ir buscar a casa da tia é umas saudades que tenho deles. Decidimos passar aqui a noite e ir amanhã no comboio das 6.20h. e estou aqui no seminário, mas estou a detestar, que sitio mais deprimente, não era eu que punha aqui um filho…isto deprime mesmo, parece um campo de concentração com grades na janela, vou tomar banho, até isso é horrível, os quartos de banhos são comuns a homens e mulheres embora tenham gabinetes fechados e individuais. Não me apetece estar aqui, bom, vou tomar banho e depois logo se verá.
Fotos do 5º dia

 Aqui estamos nós fresquinhos a saída do Albergue de Teo

Pois é hoje que vamos chegar a Santiago de Compostela

Aqui estou eu com o meu marido e eu de chinelas novas, dois nºs. acima do que eu calço...

Aqui, é onde se avista pela primeira vez  a Catederal de Compostela

 

 

 E como o caminho se faz com pão e vinho, nós, em gesto simbolico, comemos um pouco de pão e bebemos um pouco de vinho.

Pois o Zé, o nosso Mentor, teve o cuidado de guardar do jantar da noite anterior... 

 Aqui está o Batedor...

Eu 

a Luisa 

E CHEGAMOS A SANTIAGO DE COMPOSTELA 

Aqui estamos nós na Porta da Faxeira onde me deixaram de doer os pés e as bolhas, etc...

A Porta da Feixeira é a entrada do Caminho Português

 

Fomos pela Rua do Franco...

 

...até a Prça das Praterias

onde em gesto simbolico lavamos as mãos, pois outrora era aqui que os peregrinos se lavavam antes de entrar na Catederal

Aqui estamos na Praça do Obradoiro. Nós estamos virados para a Catederal, atrás de nós fica o Paço de Raxoi, sede do Ayuntamento e Presidencia de la Xunta de Galicia,  ainda se vê um pouco ao fundo o Hotel dos Reis Católicos e do outro lado que não se vê na foto, portanto do lado onde eu estava a tirar a foto  é o Colégio S. Jerónimo onde funciona a reitoria da Universidade de Compostela.

Altar da Catederal 

Luisa a por a mão na árvore de Gizé 

 Tozé

Zé a dar as trés "cabeçadas" na cabeça do Mestre Mateo 

Junto a Porta Sagrada 

Esta porta foi por onde entrou os restos mortais de Santiago. Só é aberta no ano de Jacobeu, que é quando o dia de santiago calaha a um Domingo. 

Oficina do Peregrino 

 

A carimbarem o meu passaporte e é neste momento que serecebe a Compostela 

 O Tozé a receber a Compostela, é nesta altura que nós nos tornamos Peregrinos de Santiago de Compostela.

O cansaço do fim do Caminho 

 

mas há sempre tempo para beber umas "cañas" 

A ida para o Seminário 

Um pequeno descanso 

A partida para a noite... 

 

 

Jantamos umas tapas 

 ...e como aquele bar fechou fomos para outro...mas o cansaço era muito e resolvemos ir dormir...

 

...para esta maravilhosa suite

este foi o nosso quarto, um banco de pedra em frente a estação.

 



publicado por Bolhas e Ampollas às 14:55
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Regresso
"Esta parte do Diário do Caminho, tem uma parte muito minha, muito pessoal, que ao principio eu estava para a cortar, mas resolvi deixa-la estar, pois é uma prova da minha fé e uma prova, para quem acredita, na força que Santiago tem."
Santiago de Compostela - Portugal
Dia 7/9 – Hoje foi um dia muito especial, nem sei explicar, nem sei como estou a escrever mas cá vai. Ontem acabamos por não dormir no seminário. As 10 da noite vieram-nos apagar as luzes e disseram que a partir daquele momento não se podia fazer barulho, ouvir rádio ou falar aos telemóveis. O Zé, a Sandra (que ainda por cima fazia anos) e eu ficamos virados do avesso e resolvemos vir embora é claro que o meu marido veio embora comigo e a Cármen e a Luísa também se pisgaram. Os padres ficaram olhar para nós, mas nós pouco falamos, ainda por cima aquele é o único albergue que nos obrigaram a pagar 5€. Viemos jantar e depois andamos de bar em bar, até que fomos dormir para a estação, mas foi melhor ali do que naquele campo de concentração. Lá apanhamos o comboio e depois mudamos em Redondela, pois tínhamos de ir a Porriño buscar o que lá deixamos, mas foi o Tozé e o Zé e nós seguimos para Valença e lá esperamos por eles. Demoraram pouco, apanhamos o comboio para o Porto, foi uma viagem tranquila e divertida. Em Ermesinde recebi o telefonema do hospital a dizer que a minha mãe não passava de hoje, já se estava a espera pois desde Janeiro considerada terminal e em estado vegetativo… o resto da viagem já foi complicada. Mas eu estava a espera. Cheguei a Estarreja e viemos de táxi para casa, pois andar já não dava, tomei um banho, telefonei para o Hospital de Trabalhos Continuados a dizer que ainda hoje ia lá. O médico que sabia que eu estava a fazer uma peregrinação disse-me logo que não, para descansar que depois falava comigo. As 17.00h . a minha mãe faleceu depois de 11 meses a sofrer com um temor na cabeça. Ela sabia o quanto eu gostava de ir a pé a Compostela, parece que ela esteve este tempo todo a espera que eu fizesse a peregrinação para depois ir-se em paz. Eu pedi para ela não sofrer mais e Santiago atendeu-me. Ela não sofreu mais. Amanhã vou busca-la. Foi muito duro este ano, perder o meu pai de repente em Maio, desde Janeiro que a minha mãe não fala, não vê, não anda e parece que esperou este tempo todo para morrer em paz…e curiosamente este foi o primeiro ano que ela não foi a Santiago, ela adorava vir comigo a Santiago de Compostela.
Agora eu entendo a força e a fé do Caminho e este Caminho para mim vai ser sempre especial. Mesmo assim eu digo que valeu tudo a pena e foi uma lição de vida que eu tive da qual nunca mais me vou esquecer. Vale a pena fazer este caminho, pela fé, pela esperança, pela parte mística, por tudo. Todos nós temos um Caminho a percorrer. E mesmo que se vá em grupo o caminho é sempre “nosso”, porque cada um sabe como vai e porque o faz, cada dia que passa ganhamos um motivo, parece mágico.  
 
ETAPAS:
1ª – Valença – Porriño
2ª - Porriño – Pontevedra
3ª – Pontevedra – Caldas de Rei
4ª – Caldas de Rei – Teo
5ª – Teo – Santiago de Compostela
Fotos da viagem de regresso
Apesar de uma noite mal dormida, até que estamos bem dispostos
Ora aqui está uma reliquia portuguesa, estas coisas não se devem perder...
Aqui está o Zézinho a fumar um cigarrito...
E aqui estamos nós em Campanhã a espera do comboio de regresso a casa e a ler o jornal para saber de noticias de cá...
 
O Caminho está lá e pertence a quem caminha.
Qualquer um pode afivelar a mochila e botar o pé na estrada.
...o motivo que o leva a percorrer o Caminho de Santiago é pessoal. Não existe um motivo certo ou errado adequado ou não , existe o seu motivo.
Walter Jorge
 


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